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Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brazil
Este é um espaço de troca de informações sobre Educação Patrimonial. Aqui você poderá, entre outras coisas, se informar sobre as ações educativas, cursos, oficinas e eventos que estão acontecendo nas Casas do Patrimônio do Rio de Janeiro. Seja bem-vindo!

terça-feira, 23 de maio de 2017

30ª edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade lança edital renovado
Para estimular o envolvimento da sociedade civil na busca pela salvaguarda e proteção dos bens culturais
do país, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) lançou no dia 06 de abril de 2017 a 30ª Edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade.
Nesta edição, o edital do prêmio, que celebra seus 30 anos e também os 80 anos do Iphan, traz algumas novidades. O concurso selecionará oito trabalhos representativos de ações preservacionistas relativas ao Patrimônio Cultural, divididos em quatro categorias. Assim, o prêmio será atribuído a dois projetos por categoria, no valor de R$ 30 mil, para cada ação premiada.
Poderão concorrer ao Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade 2017 pessoas físicas ou jurídicas, públicas ou privadas, que tenham desenvolvido ou estejam desenvolvendo ações voltadas para a preservação do patrimônio cultural brasileiro em qualquer lugar do território nacional e que tenham tido ao menos uma de suas etapas concluídas em 2016.

Os projetos participantes deverão ter relevância para a identidade, a ação e a memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira e ter como objeto os bens de natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, nos quais se incluem as formas de expressão; os modos de criar, fazer e viver; as criações científicas, artísticas e tecnológicas; as obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às manifestações artístico-culturais; os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico e científico.
Os trabalhos inscritos deverão ser entregues nas superintendências do Iphan nos Estados. O prazo para inscrição dos projetos foi prorrogado para o dia 5 de julho de 2017. O resultado final do concurso será proferido pela Comissão Nacional até o dia 10 de agosto de 2017, mediante divulgação da ata de reunião no endereço eletrônico do Iphan.


30ª edição do PRMFA traz novidades em seu edital 
Desde sua criação, o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade vem se aperfeiçoando e, ao longo dos anos, estabelece novas propostas que refletem a evolução das políticas de valorização e proteção dos bens culturais, destacando, principalmente, o envolvimento da sociedade civil e entidades públicas ou privadas na promoção e preservação do Patrimônio Cultural Brasileiro. No ano em que celebra 30 anos de criação, a premiação selecionará oito projetos, divididos em quatro grandes categorias:
Categoria I - Iniciativas de excelência em técnicas de preservação do Patrimônio Cultural: visa valorizar e promover iniciativas de excelência em preservação do patrimônio cultural material envolvendo ações de identificação, estudos e pesquisas, projetos, obras e medidas de conservação e restauro.
Categoria II - Iniciativas de excelência em processos de salvaguarda do Patrimônio Cultural: visa valorizar e promover iniciativas de excelência em salvaguarda do patrimônio cultural imaterial, envolvendo ações de identificação, documentação, estudos e pesquisas, reconhecimento e valorização.
Categoria III - Iniciativas de excelência em promoção do Patrimônio Cultural: visa valorizar e promover iniciativas referenciais que objetivem comunicar, interpretar, divulgar, difundir, e educar para o patrimônio cultural, material e/ou imaterial, para as atuais gerações.
Categoria IV - Iniciativas de excelência em gestão compartilhada do Patrimônio Cultural: visa valorizar e promover iniciativas referenciais que demonstrem o compromisso e a responsabilidade compartilhada para com a preservação e/ou salvaguarda do patrimônio cultural brasileiro.

Iphan 80 anos: Projetando os próximos 80 anos 

Preservar e proteger o rico Patrimônio Cultural Brasileiro faz parte das diretrizes primordiais do Iphan desde sua criação. São 80 anos construindo políticas voltadas à promoção e preservação das memórias, das tradições, das manifestações culturais, dos ofícios, das artes e das edificações históricas, destacando a relevância desses elementos para formação da identidade cultural do povo brasileiro.
Criado em 1987, ainda pelo antigo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN), o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, completa 30 anos em 2017, homenageando a instituição que celebra oito décadas de atuação, mas já projetando os próximos 80 anos.
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Mais informações para a imprensa: Assessoria de Comunicação Iphan premio.prmfa@iphan.gov.br / (61) 2024-5463 comunicacao@iphan.gov.br
Fernanda Pereira – fernanda.pereira@iphan.gov.br
Adélia Soares – adelia.soares@iphan.gov.br
Íris Lúcia – iris.santos@iphan.gov.br
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segunda-feira, 22 de maio de 2017



Novo blog História da Museologia
O blog intitulado "História da Museologia" (https://historiadamuseologia.blog/), foi lançado no último mês e apresenta conteúdos da história e teoria do campo da Museologia em linguagem acessível. O blog é um instrumento para o ensino e popularização de conhecimentos em Museologia na internet, com conteúdo de qualidade, produzido por meio do projeto de pesquisa com o mesmo título que é uma parceria da UNIRIO com o Comitê Internacional de Museologia - ICOFOM. 

Biblioteca digital disponibilizará mais de 800 obras sobre patrimônio naval

No último dia 09 de junho foi realizado o lançamento do Portal Barcos do Brasil, que disponibilizará mais de 800 obras digitalmente, sendo a maioria delas obras raras sobre o patrimônio naval. O projeto foi financiado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), através de convênio com a Associação dos Amigos do Museu do Mar, e contou com parceria com a Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) e Fundação Catarinense de Cultura.
O objetivo do Portal é a disponibilização do acervo da Biblioteca Kelvin Duarte, que fica no Museu Nacional do Mar, ao maior número de pesquisadores possível, promovendo acessibilidade e tornando a biblioteca uma referência nacional no tema, a fim de atender desde estudantes curiosos aos mais gabaritados especialistas. O acervo disponibilizado no site reúne, além de livros, plantas, cartas náuticas e manuscritos. Grande parte do acervo se constitui em uma reunião de exemplares fora de circulação do mercado livreiro, edições esgotadas e de conteúdo precioso, abordando assuntos que incluem história naval, modelismo, pesca, folclore, descrição de viagens, entre outros.
Os pesquisadores encontrarão no site publicações como Compendio del arte de navegar (Rodrigo de Zamorano, 1581) e Viagem do Paraguay ao Amazonas (Paulo Ehrenreich, 1853). Para facilitar o acesso ao usuário, as buscas das publicações poderão ser feitas segundo critérios de: comunidades e coleções; data do documento; autores; títulos; e assuntos.
Museu Nacional do Mar
O Museu Nacional do Mar de São Francisco do Sul (SC) conta com um acervo de obras raras disponível na Biblioteca Kelvin Duarte, composto por cerca de 3 mil documentos de variados tipos - cartas náuticas, plantas de embarcações, documentos sobre engenharia naval, documentos da marinha portuguesa da época da colonização brasileira, entre outros documentos de valor histórico imensurável. Grande parte desse material é procurado por pesquisadores, alunos, especialistas da engenharia naval, historiadores e outros interessados nesse conhecimento.
A Biblioteca leva o nome de um dos maiores conhecedores e estudiosos do modelismo naval brasileiro, Kelvin Duarte. O especialista dedicou sua vida ao estudo da construção de miniaturas náuticas, além de ter reunido livros nacionais e internacionais sobre o assunto de raro valor comercial e intelectual, adquiridos pelo Museu do Mar.
http://www.portalbarcosdobrasil.com.br/
Fonte: http://portal.iphan.gov.br/noticias/detalhes/4125/biblioteca-digital-disponibilizara-mais-de-800-obras-sobre-patrimonio-naval
ArquiMemória 5 comemora 80 anos do Iphan

O Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) e a Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia (FAUFBA) convidam os profissionais e pesquisadores atuantes nas áreas de ensino, pesquisa, projetos, obras e gestão do patrimônio edificado a participar do ArquiMemória 5 – Encontro Internacional sobre Preservação do Patrimônio Edificado. Tendo como referência o tema do 27º Congresso Mundial de Arquitetos, “Todos os mundos. Um só mundo. Arquitetura 21”, o ArquiMemória 5 adota como tema central “O global, o nacional e o local na preservação do patrimônio”.
ArquiMemória 5 se realizará em Salvador (BA), entre 27 de novembro e 01 de dezembro de 2017, e celebrará as oito décadas de institucionalização da política de preservação do patrimônio cultural no Brasil, com a entrada em vigor do Decreto-lei nº 25, que instituiu o instrumento do tombamento e organizou o Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN), criado meses antes. O evento comemorará também os 50 anos de criação da Fundação do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (FPAC), atual IPAC, órgão estadual de preservação do patrimônio cultural baiano.
ArquiMemória 5 é também um evento preparatório do 27º Congresso Mundial de Arquitetos, o mais importante evento de arquitetura mundial, que se realizará no Rio de Janeiro, em julho de 2020, promovido pelo União Internacional dos Arquitetos (UIA) e pelo Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB).

O prazo para envio de propostas de trabalho (resumos) é 29 de maio, nas três categorias: comunicações, colóquios temáticos e projetos arquitetônicos e urbanísticos de intervenção no patrimônio edificado.
Revista ARA2 YMÃ - Tempo e Memória
Lançada a Revista ARA2 YMÃ – outono+inverno, cujo nome significa Tempo em tupi guarani, que pertence à Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU­‐USP). Nesta segunda edição, a revista congrega estudos ligados à temática - Tempo e Memória, que podem ser acessados no site http://www.museupatrimonio.fau.usp.br/index.php/ara-2-yma-tempo-e-memoria/

Digital e bianual, a Revista ARA constitui um periódico do Grupo de Pesquisa Museu/ Patrimônio e procura trazer debates atuais, voltados às instituições em momento em que uma vaga de desesperança e descrença dissemina-se por distintas áreas. Deseja-se colaborar para se qualificar e rever questões candentes deste período.
5ª. edição do Prêmio Luiz de Castro Faria
As inscrições para a 5ª. edição do Prêmio Luiz de Castro Faria/2017 estão abertas até o dia 09 de junho de 2017.
O prêmio  que é promovido desde 2013 pelo Centro Nacional de Arqueologia  em reconhecimento  as pesquisas sobre o patrimônio arqueológico brasileiro.

Esse ano o IPHAN comemora seus 80 anos e homenageia os 55 anos da Lei de Arqueologia e, para os festejos desta edição, haverá a premiação de 5 (cinco) trabalhos divididos entre 4 (quatro) categorias.



CATEGORIAS:
Categoria I - Monografia de Graduação: visa a apresentação de monografia final desenvolvida no âmbito de Cursos de Graduação em Arqueologia (ou com habilitação em Arqueologia reconhecido pelo MEC) e que verse sobre a preservação do patrimônio arqueológico brasileiro;
Categoria II - Dissertação de Mestrado: visa a apresentação de dissertação de mestrado desenvolvida no âmbito de Cursos de Pós-Graduação Stricto Sensu em Arqueologia (ou com área de concentração em Arqueologia reconhecida pela Coordenação de Pessoal de Ensino Superior/CAPES) e que verse sobre a preservação do patrimônio arqueológico brasileiro;
Categoria III - Tese de Doutorado: visa a apresentação de tese de doutorado desenvolvida no âmbito de Cursos de Pós-Graduação Stricto Sensu em Arqueologia (ou com área de concentração em Arqueologia reconhecida pela Coordenação de Pessoal de Ensino Superior/CAPES) e que verse sobre a preservação do patrimônio arqueológico brasileiro;
Categoria Especial – Artigo Científico: visa a apresentação de artigo científico inédito que verse sobre a arqueologia, com outros campos do saber, através da preservação do patrimônio arqueológico brasileiro nos últimos 55 anos em decorrência da publicação da Lei de Arqueologia (Lei nº 3924/1961) – esta categoria premiará 2 (dois) artigos e selecionará outros para compor a 1º edição da revista eletrônica do CNA.



PREMIAÇÃO:

a) Vencedor da Categoria I - Monografia de Graduação - R$10.000,00 (dez mil reais);

b) Vencedor da Categoria II – Dissertação de Mestrado - R$15.000,00 (quinze mil reais);

c) Vencedor da Categoria III – Tese de Doutorado - R$ 20.000,00 (vinte mil reais);

d) Vencedores da Categoria Especial – Artigo Científico 1 - R$ 5.000,00 (cinco mil);

e) Vencedores da Categoria Especial – Artigo Científico 2 - R$ 5.000,00 (cinco mil);


O edital pode ser acessado através do link: http://portal.iphan.gov.br/noticias/detalhes/4085/abertas-inscricoes-para-o-5o-premio-luiz-de-castro-faria. 
Mais informações através do telefone: (61) 2024-6300 ou email: premio.cna@iphan.gov.br

quinta-feira, 2 de março de 2017


Lançado novo número do periódico Museologia e Patrimônio
Lançado o primeiro número do periódico Museologia e Patrimônio de 2017, que traz contribuições nas seções de Artigos, Relatos de Experiências e Resumos de teses e dissertações, perfazendo um conjunto interessante e diversificado de temas. 

Para acessar a revista clique aqui  http://revistamuseologiaepatrimonio.mast.br/index.php/ppgpmus/issue/current

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017


Inscrição de trabalhos para o 7º FNM começa no dia 1º de março

Entre os dias 1º de março e 2 de abril, o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) recebe inscrições de trabalhos para as Comunicações Coordenadas do 7º Fórum Nacional de Museus (FNM) – que acontece em junho na cidade de Porto Alegre (RS).
Sob o tema Recomendações Unesco 2015 para a Proteção e Promoção do Patrimônio Museológico e Coleções, os trabalhos devem refletir sobre perspectivas e caminhos a serem trilhados pelos museus no Brasil tendo em vista as Recomendações da Unesco – aprovadas a partir de iniciativa brasileira e consideradas “um pilar das políticas públicas de museus para as próximas décadas”. Conheça o documento.
Pôster é uma modalidade das Comunicações Coordenadas do Fòrum Nacional de Museus
Como participar
Resumos de pesquisas, relatos de experiências, em desenvolvimento ou já finalizadas, acadêmicos ou não, podem ser inscritos.
No total, serão selecionados 18 trabalhos na modalidade Apresentação Oral e 30 trabalhos na modalidade Pôster.
A comissão de seleção será composta por cinco membros, sendo três da equipe técnica do Ibram e dois externos, considerados de notório saber na área da Museologia.
Cada candidato pode inscrever, no máximo, um trabalho como autor e um como co-autor, independente da modalidade escolhida. Não serão aceitos trabalhos já apresentados em edições anteriores do FNM. Acesse o edital e seus anexos.
Dúvidas e outras questões podem ser enviadas para o endereço eletrônico comunicacoes.coordenadas@museus.gov.br.
Sobre o FNM
Organizado pelo Ibram, o Fórum Nacional de Museus tem por objetivo refletir, avaliar e delinear diretrizes para a Política Nacional de Museus (PNM), além de consolidar as bases para a implantação de um modelo de gestão integrada dos museus brasileiros, representado pelo Sistema Brasileiro de Museus (SBM).
Constitui-se como um espaço fundamental para intercâmbio de experiências entre comunidade museológica, sociedade civil, instituições de ensino superior, museus e órgãos de gestão museológica federais, estaduais e municipais.
Palestras, oficinas, grupos de trabalho, debates, entre outras atividades, compõem a programação. Saiba mais.
Texto e foto: Ascom/Ibram
Uma sala de aula para a música
Sala Cecília Meireles inaugura projeto para capacitar professores e levar jovens e adultos a concertos didáticos a partir de março.
A música de concerto abrirá a partir de março uma porta de entrada para as crianças, jovens e adultos com a realização do projeto "Sala de Música: música de concerto ao alcance de todos", na Sala Cecília Meireles. De março a novembro, serão oferecidos 16 concertos didáticos gratuitos para crianças, jovens alunos e professores da rede estadual de ensino do Rio de Janeiro, de Nilópolis, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Duque de Caxias, São Gonçalo e Niterói. Por enquanto, 338 alunos e 53 professores se inscreveram para participar da capacitação.

O projeto foi idealizado pelo seu diretor da Sala, o pianista Jean-Louis Steuerman e é uma parceria da Secretaria de Estado de Educação e da Secretaria de Estado de Cultura, que também alcançará alunos de escolas de música e integrantes de projetos sociais. As vagas são limitadas e as inscrições podem ser feitas pelo email salademusica2017@gmail.com. Serão 16 concertos didáticos com a participação de diversos músicos em diferentes formações de câmara, apresentando a obra de grandes compositores, como Bach, Mozart, Beethoven, Schubert, Schumann, Brahms, além de mestres da música moderna e contemporânea. 
Um mês antes de cada concerto os professores das escolas inscritas no projeto participarão de um encontro de capacitação, que inclui atividades e a audição do repertório. A coordenação pedagógica é de Adriana Rodrigues, Francisco Didier é o responsável pela pesquisa e a apresentadora dos concertos será a atriz e cantora Madá Nery. Além da função pedagógica do projeto, explica Adriana Rodrigues, o objetivo é de abrir as portas da casa:
"Nosso desejo é que este aluno, este professor, possam no futuro estar no palco ou na plateia da Sala, como músico ou como ouvinte", afirmou Adriana.
Fonte: http://www.cultura.rj.gov.br/materias/uma-sala-de-aula-para-a-musica 

Nova temporada de exposições no Centro Cultural Paço Imperial


De 17 de dezembro de 2016 a 19 de fevereiro de 2017, o Centro Cultural Paço Imperial (CCPI), do

Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) oferece seis novas oportunidades para os visitantes entrarem em contato com o universo das artes. Confira:

Reabertura do Atelier Sergio Camargo 
Inaugurado em abril de 2002, o Atelier Sérgio Camargo busca trazer para o visitante do Centro Cultural Paço Imperial o ambiente de trabalho do artista que produziu notável obra em seu atelier de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro.
Com a curadoria de Ronaldo Brito, as obras revelam a pesquisa desenvolvida por Sérgio Camargo com o material que mais o seduziu e influenciou: o mármore de Carrara. Estudos e pequenos modelos em madeira bem como obras em sua escala definitiva são apresentados de forma clara e austera como exige a produção do artista. Dessa forma, o visitante, independentemente de sua procedência ou conhecimento prévio sobre arte, poderá apreender sem intermediações a grandeza dessa obra singular no panorama da arte.
Curadoria: Ronaldo Brito
Salas: Armazém Del Rei

Daisy Xavier – Pequenas Gravidades 
Esta mostra apresenta mais de 70 obras da artista Daisy Xavier entre esculturas, desenhos, pinturas e fotografias. Não se trata, no entanto, de uma retrospectiva e sim de um criterioso recorte que visa resumir seu percurso artístico nos últimos quinze anos.
Curadoria: Franklin Pedroso
Salas: 1° Pavimento (Gomes Freire, 13 de maio, Trono e Dossel)      

Alexandre Sá – Passagens//Transferências 
“Para esta exposição, composta prioritariamente por trabalhos inéditos, o desejo mais direto e óbvio era o de discutir uma política esdrúxula que assola o país. Aos poucos, percebi que a política aqui, por justiça à minha própria trajetória, deveria ser mais próxima da ordem do afeto e porque não, do amor. Amor para além de um romantismo fácil e familiar que parte do cinema construiu em mim. Amor econômico e estético, vizinho da fé naquilo que não se vê e que insiste em roçar uma experiência para além de grandes estruturas teóricas.  O que surge é um tempo e espaço outros, quase messiânicos, de espera e tédio absolutos, de pura duração e que se debatem infinitamente sobre um resto de humanidade épica que eventualmente se desvela em tropeços, cacos, deambulações e fantasmagorias.”
Curadoria: Fernanda Pequeno
Salas: 2° Pavimento
Antonia Dias Leite – Eterno Retorno 
O mítico símbolo de Ouroburos, representado por uma serpente que morde a própria cauda, encarna em si o eterno movimento. É neste conceito alquímico de transmutação permanente e circular, em meio à dança do nascer, do viver, do morrer e do renascer, aos quais todas as coisas estão sujeitas, que Antonia Dias Leite faz emergir a potência questionadora e visceral de sua jornada visual em direção as profundas camadas do subconsciente humano, criando um ambiente atemporal, desconhecido e ambíguo, acolhedor ainda que hostil, belo ainda que soturno, etéreo ainda que material, onde o real e o surreal se tocam e se conciliam, e a simbiose orgânica entre elementos que se dissolvem e se recompõem continuamente, ofertam, envolvem e transportam o espectador à um Universo em constante processo de criação, destruição e renovação. Ao todo, a artista apresenta 10 fotografias e uma videoinstalação.
Curadoria: X
Sala: Térreo - Terreirinho do Paço

Marina Saleme – Pinturas 
A mostra, de caráter retrospectivo, apresenta obras da coleção da artista e de acervos privados, incluindo trabalhos recentes e inéditos, que possibilitam ao espectador assistir, refletir e produzir novos olhares sobre a obra dessa importante artista. Encontram-se na exposição obras de distintas fases e períodos que exploram as diversas pesquisas da Marina Saleme. A exposição também propõe ao público carioca uma discussão sobre pintura contemporânea no Brasil, através de uma palestra e da publicação de um catálogo com texto do Felipe Scovino. São cerca de 20 obras que compõem um diálogo generoso e imprescindível sobre a produção pictórica da artista, que mesmo trabalhando com o suporte fotográfico, faz uso de um diálogo com a pintura. Marina desenvolve sua pesquisa desde os anos 80 e é uma das principais artistas brasileiras da sua geração, com obras em importantes acervos públicos do Brasil. Uma exposição inédita de uma artista importante na discussão sobre pintura contemporânea no Brasil e que há muito não expõe individualmente em uma instituição pública sediada no Rio de Janeiro.
Curadoria: Felipe Scovino
Sala: Térreo – Terreiro do Paço Imperial

Ana Muglia – “De propriedades quase musicais, no espaço em que se movem os viventes”
Trata-se de uma mostra de pintura em madeira em grandes formatos, série de desenhos sobre tela crua em pequenos formatos, algumas folhas do Caderno da Artista sobre suporte de madeira e base de concreto, e um vídeo cujo foco é trabalhar as semelhanças visuais e rítmicas entre o espaço da construção arquitetônica e o da estrutura musical. O campo de pesquisa do trabalho aqui proposto se baseia nas ideias do poeta e filósofo Paul Valéry em sua obra Eupalinos ou O Arquiteto, por considerar que há uma união entre coisas tão diferentes como um canteiro de obras e a música.
Curadoria: Fernando Cocchiarale
Salas: 1° Pavimento (Mestre Valentim e Seletos)        

O Paço Imperial 
Situado no centro da cidade do Rio de Janeiro, este é um raro exemplo de monumento histórico que, em diferentes momentos, foi palco de importantes acontecimentos da história do país. De 1743 a 1763, como colônia de Portugal, foi sede do governo no Brasil. Com a transferência da sede do Governo Geral para o Rio de Janeiro, o Paço tornou-se Palácio dos Vice-Reis até 1808.
A partir de então passou a abrigar a Família Real que se transferiu de Lisboa para o Rio de Janeiro, recebendo o nome de Paço Real. Depois, da Proclamação da Independência (1822) até a Proclamação da República (1889), passou a ser chamado de Paço Imperial. Em 1938 o Paço foi tombado e em 1980, depois de restaurado, tornou-se um centro cultural vinculado ao Iphan.
O CCPI fica na Praça XV de Novembro, nº 48, Centro, Rio de Janeiro – RJ

Carnaval da Mangueira leva elementos do patrimônio cultural para a Sapucaí

No silêncio da oração, ou no entoar dos cantos, o sincretismo da fé no Brasil é um dos elementos marcantes que revelam uma nação construída a partir de sua miscigenação cultural. Desta herança emerge o culto aos santos e orixás presentes em distintas crenças religiosas. Do catolicismo ao Candomblé, os protetores espirituais – muitas vezes os mesmos - recebem veneração dos devotos com pedidos e agradecimentos com vela acesa no altar ou no Congá. 
Só Com a Ajuda do Santo será o tema de enredo apresentado na Sapucaí pela Estação Primeira de Mangueira durante o carnaval de 2017. A ideia de abordar essa herança nacional representada na crença popular partiu do carnavalesco Leandro Vieira e contou com o apoio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que vem ajudando a Mangueira na pesquisa histórica, social e antropológica sobre o assunto, aproximando a escola de samba das comunidades tradicionais. 
A parceria é uma das atividades em celebração aos 80 anos do Instituto, criado em 13 de janeiro de 2017. As ações conjuntas foram definidas pela presidente do Iphan, Kátia Bogéa, durante visita à Escola carioca Verde Rosa no mês de novembro. Para ela, é uma honra ter elementos do patrimônio cultural representados em uma das maiores festividades do Brasil. “São 80 anos trabalhando na defesa, preservação, salvaguarda e fomento da memória nacional. Este esforço coletivo de décadas tem ganhado cada vez mais o reconhecimento da sociedade, sendo valorizado e difundido para o mundo em eventos internacionais como olimpíadas, e agora, o carnaval”, destaca a presidente do Iphan.Delegação do Iphan é recepcionada pelo presidente da Estação Primeira, Francisco Manuel de Carvalho e carnavalescos mangueirenses
Parceria 
Pra tudo que é santo vou apelar. Para o santo de casa, para o santo de altar. Vou bater na madeira três vezes, vela acesa, copo d’água. Galho de arruda pra espantar quebranto e mau olhado. É essa pluralidade religiosa presente no enredo mangueirense que o carnavalesco Leandro Vieira quer demonstrar. O Presidente da Estação Primeira, Francisco de Carvalho, o Chiquinho da Mangueira, declarou sua alegria em receber o apoio do Iphan e demonstrou muita confiança no trabalho do carnavalesco Leandro Vieira.
A parceria com o Iphan terá sequência após o carnaval. Serão lançados um livro e um vídeo, no estilo making off, a partir da construção alegórica. O projeto busca apresentar o processo carnavalesco ancorado em uma das Matrizes do Samba do Rio de Janeiro – o samba enredo – registrado pelo Iphan como Patrimônio Cultural do Brasil, em 2007. Do trabalho também resultará a exposição instalada no segundo semestre deste ano no Paço Imperial (RJ), onde o público poderá conferir algumas fantasias e alegorias utilizadas na Sapucaí durante o carnaval da Mangueira. 

Patrimônio Imaterial
O sincretismo cultural é objeto de estudo do Iphan realizado por meio do Inventário Nacional de Referências Culturais (INRC), que resulta na proteção federal e inscrição no Livro de Registro das Celebrações como patrimônio cultural de natureza imaterial. A Festa do Senhor Bom Jesus do Bonfim em Salvador, por exemplo, articula duas matrizes religiosas distintas, a católica e a afro-brasileira. O festejo que agrega novenas e missa solene do catolicismo, também apresenta características de devoção a Oxalá, do Candomblé, com a lavagem das escadarias do adro da Igreja de Nosso Senhor do Bonfim. 
A manifestação cultural dos grupos de Caboclos, ou Caboclinho – conhecida principalmente por suas atividades no carnaval pernambucano, é outro exemplo desta integração religiosa. Datada desde o final do século XIX, simboliza a memória do encontro cultural e da resistência, sobretudo das populações indígenas e também dos povos africanos escravizados, que reverbera profundamente na história do nordeste rural brasileiro. “Esta manifestação cultural que traz características de sincretismo religioso, foi a mais recente protegida pelo Iphan, após decisão do Conselho Consultivo do Iphan reunido no último dia 24 de novembro”, finaliza Kátia Bogéa. 

Barracão da escola de samba Estação Primeira de Mangueira no Rio de Janeiro (RJ)
Mais informações para a imprensa - Assessoria de Comunicação Iphan
comunicacao@iphan.gov.br
Fernanda Pereira – fernanda.pereira@iphan.gov.br / Mecia Menescal - mecia.menescal@iphan.gov.br
(61) 2024-5512- 2024-5504 - 2024-5511 / (61) 99381-7543
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Museu do Trem inaugura placa 
No último dia 06 ocorreu o descerramento da placa do Museu do Trem, que contou com a presença da Sra. Monica Costa, Superintendente do IPHAN no estado do Rio de Janeiro.
A placa, um dos produtos do projeto de sinalização desenvolvido e doado ao Museu do Trem por três alunos da PUC-RJ, foi confecciona pela SuperVia em contrapartida pela instalação da nova passarela da Estação Olímpica do Engenho de Dentro.

 

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Frevo celebra 10 anos como Patrimônio Cultural

Riqueza melódica, criatividade, originalidade, passos vibrantes e uma dança frenética são as características do Frevo, em Pernambuco.É pra comemorar! O Frevo, que contagia os brasileiros há gerações, completa este ano uma década como Patrimônio Cultural. Para celebrar os 10 anos do título, tem festa no Paço do Frevo, em Recife (PE), no próximo dia 09 de fevereiro, quando o Ministério da Cultura e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) entregarão uma placa em homenagem ao centro de referência de ações, projetos e atividades de documentação, transmissão, salvaguarda e valorização dessa importante expressão pernambucana e manifestação popular brasileira.
O reconhecimento integra a programação do quinto aniversário do Centro de Referência, espaço previsto como um dos sete eixos do plano de salvaguarda do Frevo, e que conta com o apoio do Iphan e do Ministério da Cultura, por meio da Lei de Incentivo à Cultura. Nascido em 2012, o projeto é uma iniciativa da prefeitura do Recife, com realização da Fundação Roberto Marinho e gestão do Instituto de Desenvolvimento e Gestão - IDG.  
As festividades também fazem parte das celebrações dos 80 anos de criação do Iphan que, na mesma data, lança a publicação Frevo, 14º Volume da Coleção Dossiê dos Bens Culturais. O livro, que apresenta o registro do Frevo, inscrito no Livro das Formas de Expressão em 2007, também será disponibilizado para download no portal do Iphan. 

Coleção Dossiê dos Bens Culturais
Frevo_capa
A coleção Dossiê dos Bens Culturais Registrados destina-se a tornar amplamente conhecidos e valorizados como Patrimônio Cultural do Brasil os bens de natureza imaterial registados pelo Iphan. A divulgação dos processos de registro e dos resultados do trabalho institucional contribui para o reconhecimento desse patrimônio pela sociedade brasileira e favorece condições de sua permanência.
O Frevo ocupa lugar de destaque entre as manifestações que fazem parte das celebrações do Carnaval; é uma expressão musical, coreográfica e poética de caráter coletivo, embora não deixe de se expressar também em criações individuais.

Patrimônio nacional e do mundo
A proposta para a criação do Paço surgiu ainda durante a instrução para o Registro do Frevo como Patrimônio Cultural, consolidando-se durante o I Encontro do Plano Integrado de Salvaguarda do Frevo, realizado no ano de 2011, e que contou com a participação de representantes dos diversos segmentos relacionados ao bem cultural.
Desde o princípio, a implantação do projeto foi acompanhada pelo Iphan e, principalmente, pelo comitê gestor da salvaguarda deste bem cultural, de forma que as ações desenvolvidas ocorram de forma articulada com os objetivos de atuação da Política Nacional de Salvaguarda. É o que explica a presidente do Iphan, Kátia Bogéa. “Mais do que um equipamento cultural, o Centro deve ter características que dialogue diretamente com os instrumentos previstos na Política Nacional de Salvaguarda”.
Toda singularidade e contribuição do Frevo para a identidade nacional foi reconhecida pelo Iphan em 2007, ano que o ganhou o título de Patrimônio Cultural sendo inscrito no Livro de Registro das Formas de Expressão. Em 2012, recebeu da Organização das Nações Unidades para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) a titulação de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.

Frevo
Um grupo de passistas assiste ao salto coreográfico que revela a intensidade dessa rica expressão do povo pernambucano
Densamente enraizado em Recife e Olinda, no Estado de Pernambuco, o Frevo surgiu ainda no final do século XIX, em um momento de transição e efervescência social, num cenário de escravos recém-libertos, de capoeiras, da formação da classe trabalhadora, de bandas militares e suas rivalidades. 
Produto desse contexto sócio histórico singular, o Frevo expressa um protesto político e uma crítica social em forma de música, de dança e de poesia, constituindo-se em símbolo de resistência da cultura pernambucana e em expressão significativa da diversidade cultural brasileira.
O Frevo é formado pela grande mescla de gêneros musicais, danças, capoeira e artesanato. É uma das mais ricas expressões da inventividade e capacidade de realização popular na cultura brasileira. Possui a capacidade de promover a criatividade humana e também o respeito à diversidade cultural. 
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Homenagem ao Centro de Referência Paço do Frevo
Data:
09 de fevereiro de 2017, das 9h às 12h;
Local: Paço do Frevo – Praça do Arsenal da Marinha. S Nº Bairro do Recife – Recife (PE)

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Artigos artesanais para casa é tema de exposição do CNFCP

Já dizia Carlos Drummond de Andrade. “Casa com vida é aquela que a gente arruma para ficar com a cara da gente”. E neste contexto, a Sala do Artista Popular abre a exposição Interiores, oferecendo aos visitantes a oportunidade de arrumar a casa com coisas que são confeccionadas artesanalmente neste país continental.
A mostra do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (CNFCP-Iphan), reúne a rica e diversa produção artesanal de centros que se distinguiram material e simbolicamente pelo domínio de matérias-primas, de tecnologias, pela habilidade e criatividade de mestres e artesãos na confecção de peças de mobiliário, de cama e mesa, entre outros, objetos utilitários e decorativos.
Em cada objeto entrelaçam-se os usos dos recursos disponíveis numa região, mas, sobretudo, o saber-fazer compartilhado por famílias, grupos e coletividades, práticas que resistiram às transformações sociais e econômicas. Muitos dos trabalhos expostos e disponíveis para venda vêm de centros de produção artesanal que foram reconhecidos como referências culturais, que marcam a diversidade de modos de viver em um país plural.

Saiba mais sobre algumas das peças disponíveis:
De centros de produção oleira, o figurado do Vale do Jequitinhonha (MG) e Maragogipinho (BA) traz suas peças majestosas de proporções avantajadas que se distinguem pela delicadeza de ornamentos florais.
Os desenhos bordados da louça do povoado de Poxica, em Itabaianinha (SE), e a louça de Cascavel (CE), e o despojamento da cerâmica de Barra (BA), de onde se destaca também as esculturas em barro. Há também esculturas em madeira de Juazeiro do Norte (CE); as Bonecas de pano de Esperança (PB); colchas, mantas e tapetes tecidos de Poço Verde, (SE).
Do Vale do Jequitinhonha, no município de Chapada do Norte, a produção de bancos e cadeiras. Os artigos de cama e mesa em renda filé de Marechal Deodoro (AL), o trançado do capim dourado de Jalapão (TO), e a cestaria de Novo Airão (AM) são outras peças da exposição.

Serviço:  Exposição: Interiores
Horários:
 De terça a sexta, das 11 às 18 horas. Sábados, domingos e feriados, das 15 às 18 horas
Local: Sala do Artista Popular – CNFCP/Iphan   Endereço: Rua do Catete, 179 (metrô do Catete) - Rio de Janeiro, RJ Informações: (21) 3826-4434/ difusao.folclore@iphan.gov.br/ www.cnfcp.gov.br /Facebook: cnfcp/ Instagram: museudefolclore Realização: Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular /Iphan / Ministério da Cultura
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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Prazo para cadastro no Cnart é estendido até 31 de março

Obra de arte sacra do Museu de Arte Sacra de Alagoas, em Marechal DeodoroOs comerciantes de obras de arte e antiguidade terão até o dia 31 de março para entrar no Cadastro Nacional de Negociantes de Obras de Arte e Antiguidades (Cnart). A decisão de prorrogar o prazo foi publicada no dia 9 de dezembro, no Diário Oficial da União, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), responsável pelo cadastro. Os comerciantes não cadastrados até essa data estarão sujeitos a multa
A obrigação de cadastro no Cnart para todos os negociantes de obras de arte e antiguidades foi definida pela Portaria Iphan nº 396/2016, assinada em 15 de setembro, que regula os procedimentos a serem observados pelas pessoas físicas ou jurídicas que comercializem esses bens. O objetivo é garantir maior proteção às atividades de compra e venda de obras de arte e antiguidades. A norma fortalece os mecanismos de controle sobre essas operações, pelo Poder Público, e esclarece aos comerciantes e leiloeiros quais as situações são consideradas indícios de envolvimento com atividades ilegais. 
A medida complementa as atribuições previstas no Decreto-Lei nº 25/1937, principal marco legal relativo à preservação do patrimônio cultural no país, e vem regulamentar a Lei nº 9.613/1998, que dispõe sobre os crimes de "lavagem" ou ocultação de bens, direitos e valores, e cria o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). A elaboração da portaria contou com a participação da sociedade por meio de consulta pública realizada pelo Iphan entre junho e julho deste ano.
O Iphan elaborou um conjunto de manuais para orientar os administradores que deverão atuar na fiscalização dos procedimentos a serem observados por pessoas físicas e jurídicas, além do uso do Cadastro por negociantes e usuários externos pertencentes a outros órgãos do governo, fornecendo informações para utilização correta do sistema que respondam às principais dúvidas do público, durante o primeiro contato com o Cnart. Os manuais estão disponíveis para consulta e donwload: 
Manual do Administrador
Manual do Negociante
​Manual - Outros Órgãos do Governo

80 anos: Iphan e Museu Nacional de Belas Artes celebram juntos oito décadas de criação

Cerimônia de lançamento do livro Criados em 13 de janeiro de 1937, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), celebraram juntos a data em lançamento do livro Alegoria às Artes - Léon Pallière, nesta sexta-feira, 13 de janeiro, no Rio de Janeiro (RJ). A obra, de múltipla autoria, retrata o processo de restauração e a pesquisa histórica da monumental tela “Alegoria às Artes”, restaurada pelo PAC Cidades Históricas, dirigido pelo Iphan, e atualmente em exposição no MNBA.
A presidente Kátia Bogéa destacou a parceria de longa data entre o Iphan e Museu, que esteve integrado à estrutura do Iphan até 2009, quando foi incorporado pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). 
“Se cruzarmos as histórias das duas instituições, veremos que o princípio de preservar e resgatar a beleza histórica de tantos bens, pensando nas gerações atuais e futuras, nos brasileiros e estrangeiros, em permitir que o acesso à cultura não seja limitado a uma determinada época e público, é um ponto que sempre tivemos em comum. O Iphan e o Museu trabalharam juntos em diversas ações, como em seu tombamento em 1973, a restauração de suas instalações e, por último, a restauração da tela Alegoria às Artes, de Jean Léon Pallière, que envolveu também o Instituto Brasileiro de Museus e o Consulado Geral da França no Rio de Janeiro. É um orgulho para o Iphan ter como parceiro o Museu de Belas Artes. Esperamos que nossa parceria se perpetue e que nos próximos aniversários tenhamos ainda mais motivos para celebrar”, afirmou Kátia.
A restauração completa da obra prima de Jean Leon Pallière intitulada Alegoria às Artes, datada de 1855, conta com dimensões de 3,5m x 4,15m, e recebeu investimento de R$ 578 mil do PAC Cidades Históricas. Os técnicos mapearam as áreas danificadas, como rasgos, perda de pintura, entre outras atividades. Todo o processo iniciado em 2014 resultou no livro lançado no MNBA. 
A cerimônia contou também com a presença do presidente do Ibram, Marcelo Mattos Araújo, da diretora do Museu, Mônica Xexéo, do diretor do PAC Cidades Históricas, Robson de Almeida, entre outras autoridades. Outros dois trabalhos de Pallière – Retrato do pintor italiano Jacopo ou Giacomo Robusti, dito Tintoretto e Retrato do pintor flamengo Peter Paul Rubens também foram restaurados por meio do PAC Cidades Históricas e estão disponíveis para visitação até 12 de março deste ano no MNBA.

Capa do livro O livro
A pesquisa histórica do livro, que começou a ser elaborado em paralelo ao restauro da tela,  iniciado em 2014, foi desenvolvida pelos pesquisadores Pedro Xexéo e Adriana Clen.  Entre outras descobertas,  a dupla confirmou que a tela não foi pintada na Itália e sim sob a supervisão do então diretor da Academia Imperial de Belas Artes,  o critico de arte e artista plástico Araujo Porto Alegre, aqui no Rio de Janeiro.
Outro levantamento dos pesquisadores concluiu que provavelmente a tela foi deslocada no 1º semestre de 1909 para o prédio da Escola Nacional de Belas Artes,  que atualmente abriga o Museu Nacional de Belas Artes. 
Um capítulo importante da publicação,  de autoria da restauradora Larissa Long,  aborda a história da criação do laboratório da restauração do MNBA,  no tempo da diretora Maria Elisa Carazzoni, no inicio dos anos 1970.
Para o museólogo Pedro Xexéo,  esta obra e mais os retratos que foram feitos por Leon Pallière representam as únicas obras sobreviventes que decoravam o prédio da AIBA, e representam “um importante testemunho desta época do século XIX,  de grande relevância para a formação da cultura brasileira”.
O livro “Alegoria às Artes –  Leon Pallière”,  foi escrito por Pedro Xexéo,  Adriana Clen,  Wallace e Denise Guiglemeti, Guadalupe Campos, Antonieta Middea, Fernando Vasques e Larissa Long.  A publicação da Contra-capa editora e possui 218 páginas.

Jean Leon Pallière Grandjean Ferreira
Nascido no Rio de Janeiro em 1823, o litógrafo, aquarelista, decorador e professor era filho do pintor Arnaud Julien Pallière (1784 - 1862) e neto do arquiteto Grandjean de Montigny (1776 - 1850). 
Mudou-se para Paris em 1830, retornando ao Brasil em 1848 passando a estudar na Academia Imperial de Belas Artes (Aiba). Com nova estadia na Europa e de volta ao continente americano em 1855, Pallière realiza a série Alegoria das Artes Plásticas para o teto da biblioteca da Aiba, no Rio de Janeiro. Na década de 1860, percorre o litoral brasileiro publicando em 1864 o Album Pallière. Escenas Americanas. Reducción de Cuadros, Aquarelles y Bosquejos, composto de cerca de 50 litografias de trabalhos realizados em suas viagens. 

PAC Cidades Históricas
O programa é um avanço nas políticas culturais no Brasil, atuando em 44 cidades, de 20 estados da federação, com a disponibilização de R$ 1,6 bilhões para obras públicas. O PAC Cidades Históricas vai além da recuperação de monumentos, utilizando a preservação do patrimônio como eixo indutor para geração de renda, agregação social e afirmação da identidade cultural.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Iphan promove concurso para seleção do
Emblema do Patrimônio Cultural Brasileiro

Em 2017 o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) completa 80 anos de atuação e, como parte das comemorações, lança no dia 13 de janeiro o edital do concurso nacional para a escolha do Emblema do Patrimônio Cultural Brasileiro. O objetivo da seleção é criar uma identidade visual para os bens do Patrimônio Cultural Brasileiro, valorizando sua condição especial e apoiando sua promoção. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas entre 16 de janeiro a 02 de março de 2017. O prêmio para o trabalho vencedor será de R$ 30 mil.
Além do emblema, o vencedor deverá desenvolver um Manual de Identidade Visual e Aplicação. As regras e definições para participação estão disponíveis no edital do concurso. Poderão participar do concurso apenas pessoas físicas, individualmente, com apenas uma proposta inédita por participante.
Cada participante poderá inscrever apenas uma proposta, a ser enviada uma única vez e sem possibilidade de alteração. A ficha de inscrição, bem como o edital, estão disponíveis no portal do Iphan (www.iphan.gov.br) e o interessado deverá enviá-la para o e-mail emblema.patrimonio@iphan.gov.br, juntamente com os arquivos digitalizados (jpg ou pdf): carteira de identidade e CPF (frente e verso); certidão de quitação eleitoral emitida pelo site do Tribunal Regional Eleitoral (TRE); a sugestão da marca do Patrimônio Cultural Brasileiro, conforme os requisitos estabelecidos no edital; Termo de Cessão de Direitos Autorais (Anexo II do edital), devidamente preenchido e assinado; e Declaração (Anexo III do edital), preenchida e assinada, informando que o design não caracteriza, no todo ou em parte, plágio ou autoplágio. 
As propostas serão avaliadas por uma comissão julgadora, que será constituída por até nove membros nomeados pela presidente do Iphan. O resultado preliminar do concurso será divulgado no portal do Iphan em meados de maio de 2017 e o lançamento oficial do Emblema está previsto 17 de agosto de 2017, dia nacional do Patrimônio no Brasil.

Iphan 80 anos
Defensor da cultura brasileira em seus tesouros edificados, na criatividade aplicada na arte, nos ofícios que se perpetuam, nos costumes e tradições, na história ancestral de seus povos, o Iphan foi criado pela Lei nº 378, de 13 de janeiro de 1937, completando oito décadas de atividade e, além de recordar sua trajetória, projeta os seus próximos 80 anos.
Tido como uma das mais longevas instituições públicas brasileiras e a primeira dedicada à preservação do patrimônio cultural na América Latina, a história do Iphan se confunde com a formação cultural do Brasil. Em oito décadas de atividade, o Instituto, que nasceu como Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN) dentro do Ministério da Educação e Saúde Pública, tem trabalhado arduamente em parceria com a União, os Estados, os Municípios, a comunidade e o setor privado, buscando apoio e investimento na ampliação de uma rede de proteção e valorização do patrimônio.
Ao longo de sua trajetória, a política nacional de patrimônio foi expandida e se relaciona hoje com diversos campos como gestão urbana, gestão ambiental, direitos humanos e culturais – atuando desde o poder de polícia até a educação –, formação profissional e pesquisa, e crescente envolvimento internacional.  O maior envolvimento do Iphan ressignificou sua existência e ganhou maior capilaridade, estando o Instituto presente em 27 Superintendências Estaduais, 26 Escritórios Técnicos, dois Parques Nacionais e cinco Unidades Especiais. 

Reconhecimento do patrimônio
Nesses 80 anos de atividade foram protegidos 87 conjuntos urbanos (o que implica em cerca de 80 mil bens em áreas tombadas e 531 mil imóveis em áreas de entorno já delimitadas) e três estão sob o tombamento provisório. Nessas áreas, o Instituto atua e investe recursos, tanto direta – na forma de obras de qualificação – quanto indiretamente – por meio de parcerias com outras instituições municipais e estaduais –, além do PAC Cidades Históricas e dos Planos de Mobilidade e Acessibilidade Urbana. 
Além disso, o Iphan tem sob sua proteção 40 bens imateriais registrados, 1.262 bens materiais tombados, oito terreiros de matrizes africanas, 24 mil sítios arqueológicos cadastrados, mais de um milhão de objetos arrolados (incluindo o acervo museológico), cerca de 250 mil volumes bibliográficos e vasta documentação de arquivo.
Com o passar do tempo houve um alargamento do sentido sobre o que é o Patrimônio – na mesma direção do ocorrido com a política cultural como um todo –, o que possibilitou que a proteção do Estado se estendesse desde um sítio urbano complexo e dinâmico como o Plano Piloto de Brasília (DF), até à pequena casa de madeira povoada de objetos de uso cotidiano do seringueiro Chico Mendes, em Xapuri (AC), bem como da salvaguarda dos modos de fazer tradicionais relacionados ao manejo de alimentos ou recursos naturais; de celebrações como o Círio de Nazaré ou a Festa do Bonfim; ou de expressões como o Frevo, a Roda de Capoeira e a Arte Kusiwa dos índios Wajãpi.

Mais informações para a imprensa: Assessoria de Comunicação Iphan - comunicacao@iphan.gov.br
Fernanda Pereira – fernanda.pereira@iphan.gov.br / Ananda Rope – ananda.figueiredo@iphan.gov.br 
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